Como escolher um curso de idiomas – parte 5

Uso da gramática em aulas

Quase ninguém gosta de regras, é verdade. Mas sem elas, tudo se torna um caos. O mesmo ocorre com os idiomas. Sem aprender gramática, o aluno constrói frases ambíguas ou sem sentido e às vezes nem percebe. Não consegue estabelecer uma comunicação de qualidade.

Há escolas que não abordam o ensino da gramática e passam a falsa imagem de que um idioma independe de regras ou de que você aprenderá com a mesma naturalidade de uma criança.

Uma criança, por ter sua estrutura mental ainda vazia, pode aprender facilmente apenas por conversação, pois absorve todo tipo de dado do exterior. Já um adolescente ou adulto, inevitavelmente adaptará o novo conhecimento a estrutura lingüística pré-existente, tornando o processo de absorção mais complexo e lento. Trabalhar somente exercícios de conversação não atende a essa necessidade e por isso não é recomendável para adolescentes e adultos.

A gramática é necessária para mostrar a lógica por trás das palavras e para que você um dia possa comunicar-se com qualidade, em ocasiões formais.

Estudo individual em cabines

Algumas escolas adotam método de estudo individual em cabines, com auxílio de um professor e com total flexibilidade de horários. Esse método é bastante interessante para alunos dedicados, pois seu estudo será um vôo solo, porém assessorado. Sua grande vantagem é a flexibilidade. O aluno ganha na autonomia e perde no conteúdo. Pode ser interessante para pessoas muito disciplinadas e sem necessidades específicas de aprendizado.

O tempo de aprendizado depende da dedicação do aluno. O trabalho em aula é importante, mas trazer o idioma para o dia-a-dia é decisivo para diminuir o tempo de aprendizado. Alguns exercícios podem ser prazerosos, como ver um filme sem legendas ou traduzir músicas, etc.

Também é muito recomendável que reflita sobre qual idioma você realmente deseja aprender. O inglês é o idioma dos negócios, mas também existem muitas oportunidades para quem sabe espanhol, alemão, italiano, mandarim, francês, etc. Assim como você pode escolher uma profissão por vocação, também tem total liberdade de escolher o idioma que te desperte paixão e interesse.

Lembre-se: em suas pesquisas, centre-se na qualidade do curso, mesmo que isso signifique investir um pouco mais em curto prazo, pois certamente significará economia de tempo e dinheiro em longo prazo.

Fixe sua meta e mãos à obra! Analise qual a sua real disponibilidade de tempo para dedicar-se ao idioma e encontre uma escola que tenha um método que se adéqua ao seu objetivo de aprendizado, a sua disponibilidade de tempo e que haja sintonia entre você e o professor. A jornada é longa, mas a recompensa é gratificante. Pode apostar!

Por: Sheila Krepsky e Daniel Rodrigo Bastreghi, Administradores.com.br, 27 de julho de 2010, às 11h31 

Você também pode ler Como escolher um curso de idiomas – Parte 4 e Parte 3

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